Terça-feira, Março 25, 2008

Atletico 100.

O melhor lance do Atlético não foi num jogo.Foi fora dele. Foi numa derrota.Minto, num empate de um time invicto, o supervice-campeã o do BR-77.Não foi o melhor jogo ou jogada.Mas não teve nada mais atleticano que aquilo: depois da derrota nos pênaltis para o São Paulo, Mineirão e Brasileirão estupefatos pela queda sem derrota de um senhor time de bola, os jogadores baqueados e barreados pela chuva e pela lama se abraçaram no gramado e assim foram ao vestiário.Foi a primeira vez que vi a cena reverente que virou referência.Ninguém estava fazendo marketing (nem existia a tal palavra).Nenhum jogador estava jogando pra galera.Era fato.Time e torcida estavam juntos naquele abraço doído e doido.Como tantas vezes o atleticano esteve junto com o time. Qualquer time.Nada é mais atleticano que aquilo: um time que se comportou como o torcedor.Solidário na dor, irmão no gol.O atleticano é assim: tem a coragem do galo, mas não a crista.Luta e vibra com raça e amor. Mas não se acha o dono do terreiro.Sabe que precisa brigar contra quase tudo e contra quase todos. Até contra o vento, na célebre imagem de Roberto Drummond.Aquela que fala da camisa preta e branca pendurada num varal durante uma tempestade. Para o escritor atleticano, ou, melhor, para o atleticano escritor, o torcedor do Atlético sopraria e torceria contra o vento durante a tormenta.Não é metáfora. É meta de quem muitas vezes fica de fora da festa. Não porque quer. Mas porque não querem.Posso falar como jornalista há 17 anos e torcedor não-atleticano há 41: não há grande equipe no país mais prejudicada pela arbitragem.Os exemplos são tantos e estão guardados nos olhos e no fígado.Não por acaso, o atleticano acaba perdendo alguns jogos e títulos ganhos porque acumulou nas veias as picadas do apito armado.Algumas vezes, é fato, faltou time. Ou só sobrou raça. Mas não faltou aquilo que sobra no Mineirão, no Independência, onde o Galo for jogar: torcida.Pode não ser a maior, pode não ser a melhor, pode até se perder e fazer perder por tamanha paixão, cobrando gols do camisa 9 como se todos fossem Reinaldo, pedindo técnica e armação no meio-campo como se todos fossem Cerezo, exigindo segurança e elegância da zaga como se todos fossem Luisinho.Mas não se pode cobrar ninguém por amar incondicionalmente.O atleticano não exige bola de todo o time. Não cobra inspiração de cada jogador. Quer apenas ver um atleticano transpirando em cada camisa, em cada posição, em cada jogada.Por isso pede para que o time lute.É o mínimo para quem dá o máximo na arquibancada.A maior vitória atleticana é essa. Mais que o primeiro Brasileirão, em 1971, mais que o vice mais campeão da história do Brasil, em 1977.Os tantos títulos e troféus contam. Mas tamanha paixão, essa não se mede. Essa é desmedida. Essa é a essência atleticana.Essa é centenária.Essa é eterna.
Mauro Beting

Segunda-feira, Março 17, 2008

Um breve relato sobre a minha vida

Aos 19 anos sofri um acidente de moto, a primeira impressão que tive na época foi de que tudo tinha acabado na minha vida, mas isso não ocorreu graças a Deus. Tive a infelicidade de perder minha perna, no começo não foi nada fácil, porém com a ajuda de Deus primeiramente, meus pais, meu irmão, minha namorada e meus dois amigos que ambos se chaman Thiago, fui me recuperando e aprendo que quando tudo está perdido sempre existe um caminho. Caminho ao qual se abriu varias portas, através desta lição que tive pude aprender que a vida não é uma simples brincadeira e que existem perigos. As vezes devemos passar por algum tipo de dificuldade para valorizar a nossa vida. Hoje eu sou a pessoa mais feliz desse mundo e tenho muita vontade de viver e passar minha experiência para outras pessoas, uso uma protése que me possibilita a levar uma vida normal, claro que as limitações sempre irão existir, mas penso que as nossas limitações estão ligadas aos nossos proprios sentimentos, pois tendo fé em Deus no final tudo dará certo. Meus agradecimentos são primeiramente a Deus, por tudo que tenho e sou nos dias de hoje, vai um salve tambem para meu pai Sergio Murilo, mamãe que ama Edelweiss Sibele, meu irmão e amigo Wigles Leonardo, minha namorada ao qual amo demais da conta, minha vovó Janete e vovô Tião que infelizmente já não se encontram entre nos (esse velho era o cara, pra mim era como um segundo pai e a Janeta era demais tbm mais bem mais que uma simples avó asssim como ela me tratava como filho casula também a considerava como uma mãe e ainda continuarei pensando dessa forma era minha mãe também), vovó Fefinha e vô didico que infelizmente lembro muito pouco. Também não poderia esquecer de meus amigos Coronel Oliveira, Doutor Morato, Thiago Robert não é irmão de sangue mas é considerado, Thiago frocho também não poderia esquecer, me perdoem todos aqueles que não foram citados, pois vai um grande salve também para todas as pessoas que cruzaram e cruzam meu caminho.

Paixão atleticna

"Ah meu coração… que nem vermelho é mais.nem branco. nem preto. bate assim… listrado e bate tanto…. eu tenho uma arquibancada dentro de mim. tenho um estádio, um hino. alguns refrões tolos e lindos…. Já perdi a conta dos palavrões e dos galateios que destinei-os.Ah… quando as buzinas tocam. quando os meninos gritam. quando as bandeiras sacodem… quando eu asseno e quase choro.Quando eles dizem aos prantos: “sooobe galo”. e eu sinto tanto orgulho dos que rasgaram a carteira de torcedor, e no outro dia voltaram roucos de tanto cantar o hino preto e branco… como se pedissem desculpa pela heresia.Eu me encanto, e não me canso de encatar… por toda essa gente preta e branca, que dorme na fila, que grita, e chora, e canta, e luta, e acredita!!!Já vi atleticano chorar e enxugar as lágrimas na bandeira… Já vi atleticano com as mãos juntas e os olhos fechados dizendo “ave atlético cheio de graça”… já ouvi promessa, mandinga, novena, simpatia. Só nunca vi atleticano calar. Porque esse povo tem eletricidade, raça, expressão. Tem garra! e por mais que eu faça, por mais que eu diga, ninguém nunca vai entender o bater preto e branco do meu coração.Porque eu posso até votar no Lula, virar vegetariano evangélico… mas não deixo meu galo, nem se ele virar um time de fundo de quintal.Porque eu tenho essa tal de “raça” que dizem por aí "


[Fonte: Comunidade do galo "Orkut"]

Sábado, Setembro 30, 2006

Orgulho de ser atleticano

Ainda que só reste eu na arquibancada, sozinho irei torcer para o Galo, provocarei os inimigos, e calarei a boca daqueles que dizem que o nosso clube está acabado
Somos torcedores em preto e branco, gritando, torcendo, vibrando, incentivando os guerreiros em campo, não há lugar para outro time no nosso coração, só quem é Atleticano sabe entender a razão desta paixão
Gritamos, torcemos, cantamos o hino, trazemos no peito este amor desde menino, as palavras se perdem ao retratar esta paixão, porque indescritível é tamanha emoção
Estamos aqui na arquibancada e lá embaixo está o nosso Galo, correndo, lutando, jogando, pressionando e abatendo o adversário
Colecionamos vitórias memoráveis, celebramos títulos incontestáveis, somos torcedores do glorioso Clube Atlético Mineiro, das torcidas somos a maior do mundo inteiro
Quando morrer o último Atleticano, não é sinal que o clube irá acabar, é um sinal dos novos tempos onde o futebol mudou de lugar.

Eu tenho orgulho de torcer para o alvinegro mais lindo do mundo, eu sou torcedor do "CLUBE ATLETICO MINEIRO", vulgarmente conhecido como "GALO DOIDO".

O guerreiro de fé nunca gela, não agrada o injusto e não amarela, o rei dos reis foi traído e sangrou nessa terra, mas morrer como um homem é o prêmio da guerra. Mas veja, conforme for se precisar afogar meu próprio sangue assim será. Meu espírito é imortal.

Os guerreiros não caem e sim se ajoelham, para levantarem ainda mais fortes.


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